A MATURIDADE NO EVANGELHO
A essência da fé cristã é lastreada no amor. Conceito verbalizado por todos que professam Cristo como Salvador, mas que tem sua prática negligenciada, ou mesmo rejeitada, por muitos destes. Ora, se recebemos como orientação amar ao próximo como a nós mesmos (Mt 22, 37-39), orar pelos que nos amaldiçoam e mesmo amar os nossos inimigos, pois Ele faz chover sobre justos e injustos (Mt 5, 44; Lc, 27-28); se Paulo deixa explícito em sua Carta aos Coríntios que o amor é o alicerce de tudo (1 Cor 13) e João é incisivo quando diz que "aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor" (1 Jo 4, 8). Porquê somos tão reticentes em sua prática?
É comum ouvirmos algo como "a justiça divina não falha" ou "a mão de Deus pesará sobre você", vociferado em momento de ira, carregado de ódio e intolerância, dito do alto da arrogância que cega e faz acreditar que se pode imputar tais sentimentos à Deus, inverter o sentido e torná-Lo a nossa imagem e semelhança, mas que no fim apenas expõe a figura tirânica que foi pincelada na mente dos cristãos ao longo dos anos por falsas doutrinas.
Por que é tão difícil praticar algo que deveria ser tão fácil? Como podemos nos dizer cristãos e tementes à Deus se temos dificuldades em viver a essência do que professamos? O orgulho e o ego nos atrapalha, o medo de ser visto como fraco e a necessidade exortada de se sentir superior.
Se a essência do que cremos é o amor, se o próprio Deus é amor, aonde está Deus em nossas vidas?
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